BEM-VINDO(A)! O CARRO DE BOI É SEU TAMBÉM!

O carro de boi tem sido o símbolo de um trabalho de pesquisa que iniciei há muitos anos e publiquei no livro de minha autoria CRISTÓPOLIS – TERRA DE MUITAS HISTÓRIAS.

Por ter sido o meio de transporte dos meus antepassados, e ter trilhado na história da minha cidade natal, Cristópolis–Ba, ele também faz parte da estrada da minha vida. E vem carregado de emoções, saudades de tanta gente que já se foi, e de muitas lembranças.

Hoje ele enfeita o meu desejo de APROXIMAR E REUNIR as pessoas, de VALORIZAR A FAMÍLIA e as nossas raízes e fazer com que os VALORES que recebemos dos nossos antepassados fiquem vivos nos nossos descendentes.

O Carro de Boi não é só meu. É SEU TAMBÉM.

Hoje você vive confortavelmente na cidade, viaja de carro ou de avião, mas no seu passado, alguém começou a sua história tocando um carro de boi. Portanto, O CARRO DE BOI ESTÁ NA RAIZ DA SUA EXISTÊNCIA.

OBRIGADA PELA SUA VISITA! Volte sempre!

Deixe um recadinho para registrar a sua passagem por aqui.

Um abraço

Lúcia Antunes

quarta-feira, 11 de março de 2015

UNIFORME DE GALA DO COLÉGIO SANTA EUFRÁSIA


Minha prima Gilce Antunes em 1964

Em 1964, o uniforme feminino de gala  do Colégio Santa Eufrásia era composto de:
blusa branca de mangas compridas
saia de pregas de tergal ou casimira azul-marinho,
gravata de cor azul-marinho,
escudo de metal do Colégio,
meias brancas até o joelho e 
sapato fechado de couro preto.


Escudo de metal do  Colégio. Foto: Eleusis Lins


Nos desfiles de 7 de setembro, comemoração do aniversário da Barra, enterro de alguém importante da cidade ou celebrações religiosas, como por exemplo as procissões do dia de São Francisco, o padroeiro da Barra, as alunas internas e externas, de todas as idades, tanto do ensino "primário", "ginasial" ou "normal", eram obrigadas a comparecer trajadas cuidadosamente a rigor.

Quem foi dessa época deve lembrar-se da dificuldade que era manter as pregas da saia impecáveis, como era exigido pela Irmãs da Imaculada Conceição, que mantinham aquela instituição.

Como não existia ainda o tecido de microfibra por lá, as pregas da saia davam muito trabalho para se manterem perfeitas.

Depois de lavar aquela peça de roupa, era necessário alinhavar as dobras e passar com o ferro de brasa na temperatura certa, com um pano úmido por cima para o tecido não ficar brilhando. 

Naquela época já existia a energia elétrica na Barra, mas vinha do gerador alimentado por  lenha. Servia apenas para iluminar. 

No Chalé do Palácio Episcopal e na nossa casa, tinha geladeira. Mas era movida por querosene. Penso que nas residências ninguém usava ferro elétrico, ou outros eletrodomésticos porque a rede não suportava.

Depois de passada, a saia ainda alinhavada era embrulhada cuidadosamente num lençol e colocada entre o colchão e o forro da cama, para que aluna dormisse sobre ela. No dia seguinte, os alinhavos eram retirados e a saia estava com as pregas bem plissadas.

Antes de qualquer evento, as Irmãs ficavam na porta do Colégio, fiscalizando um a um se o uniforme estava completo. Saias acima do joelho e meias curtas não era permitidas. Sapatos abertos, de salto ou sandálias, nem pensar! 

O resultado era um espetáculo. Naquela fila imensa de alunos, era possível traçar uma linha quase reta em cada segmento do uniforme.

Para as crianças, os suspensórios faziam parte da farda. 

O colégio só era misto até a quarta série primária. Depois disso, começava a fase do "perigo" dos namoricos e os pré-adolescentes eram transferidos.
Os Meninos usavam calça e gravata azul-marinho com blusa branca e sapatos de couro preto.


1961- Lucia Antunes com uniforme de gala. Faltou a gravata com o escudo. 
O sapato já estava sujo porque a rua não tinha calçamento. Mas que estivessem muito bem engraxados, era uma das exigências da direção do Colégio. 



Com saudades, 
Lucia Antunes


6 comentários:

Marcia Rios disse...

Parabéns pelo texto. Mais uma vez Lucia Antunes você me faz viajar no tempo e "visualizar" uma época que eu não vivi e um lugar que eu nunca estive.

Carla Costa disse...

Muito interessante a forma como você conta a história de um lugar. Adoro ler o que você escreve! Bjs.

Zilma Paiva Antunes disse...

Modelo muito linda!!!

Helia Maria Gonçalves disse...

A foto é da Gilce? Conheço bem esta familia amada ( posso até me enganar)

LÚCIA ANTUNES disse...

Sim, Helia Maria Gonçalves. Esta é a Gilce quando estudava na Barra.

LÚCIA ANTUNES disse...

Concordo com você Zilma. A prima Gilce sempre foi muito bonita.

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