![]() |
| Minha prima Gilce Antunes em 1964 |
Em 1964, o uniforme feminino de gala do Colégio Santa Eufrásia era composto de:
blusa branca de mangas compridas
saia de pregas de tergal ou casimira azul-marinho,
gravata de cor azul-marinho,
escudo de metal do Colégio,
meias brancas até o joelho e
sapato fechado de couro preto.
![]() |
| Escudo de metal do Colégio. Foto: Eleusis Lins |
Quem foi dessa época deve lembrar-se da dificuldade que era manter as pregas da saia impecáveis, como era exigido pela Irmãs da Imaculada Conceição, que mantinham aquela instituição.
Como não existia ainda o tecido de microfibra por lá, as pregas da saia davam muito trabalho para se manterem perfeitas.
Depois de lavar aquela peça de roupa, era necessário alinhavar as dobras e passar com o ferro de brasa na temperatura certa, com um pano úmido por cima para o tecido não ficar brilhando.
Naquela época já existia a energia elétrica na Barra, mas vinha do gerador alimentado por lenha. Servia apenas para iluminar.
No Chalé do Palácio Episcopal e na nossa casa, tinha geladeira. Mas era movida por querosene. Penso que nas residências ninguém usava ferro elétrico, ou outros eletrodomésticos porque a rede não suportava.
Depois de passada, a saia ainda alinhavada era embrulhada cuidadosamente num lençol e colocada entre o colchão e o forro da cama, para que aluna dormisse sobre ela. No dia seguinte, os alinhavos eram retirados e a saia estava com as pregas bem plissadas.
Antes de qualquer evento, as Irmãs ficavam na porta do Colégio, fiscalizando um a um se o uniforme estava completo. Saias acima do joelho e meias curtas não era permitidas. Sapatos abertos, de salto ou sandálias, nem pensar!
O resultado era um espetáculo. Naquela fila imensa de alunos, era possível traçar uma linha quase reta em cada segmento do uniforme.
Para as crianças, os suspensórios faziam parte da farda.
O colégio só era misto até a quarta série primária. Depois disso, começava a fase do "perigo" dos namoricos e os pré-adolescentes eram transferidos.
Os Meninos usavam calça e gravata azul-marinho com blusa branca e sapatos de couro preto.





6 comentários:
Parabéns pelo texto. Mais uma vez Lucia Antunes você me faz viajar no tempo e "visualizar" uma época que eu não vivi e um lugar que eu nunca estive.
Muito interessante a forma como você conta a história de um lugar. Adoro ler o que você escreve! Bjs.
Modelo muito linda!!!
A foto é da Gilce? Conheço bem esta familia amada ( posso até me enganar)
Sim, Helia Maria Gonçalves. Esta é a Gilce quando estudava na Barra.
Concordo com você Zilma. A prima Gilce sempre foi muito bonita.
Postar um comentário