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Viajando na direção do coração das pessoas. Espaço para refletir, interagir, conviver, valorizar e aproximar a FAMÍLIA e os amigos.
O carro de boi tem sido o símbolo de um trabalho de pesquisa que iniciei há muitos anos e publiquei no livro de minha autoria CRISTÓPOLIS – TERRA DE MUITAS HISTÓRIAS.
Por ter sido o meio de transporte dos meus antepassados, e ter trilhado na história da minha cidade natal, Cristópolis–Ba, ele também faz parte da estrada da minha vida. E vem carregado de emoções, saudades de tanta gente que já se foi, e de muitas lembranças.
Hoje ele enfeita o meu desejo de APROXIMAR E REUNIR as pessoas, de VALORIZAR A FAMÍLIA e as nossas raízes e fazer com que os VALORES que recebemos dos nossos antepassados fiquem vivos nos nossos descendentes.
O Carro de Boi não é só meu. É SEU TAMBÉM.
Hoje você vive confortavelmente na cidade, viaja de carro ou de avião, mas no seu passado, alguém começou a sua história tocando um carro de boi. Portanto, O CARRO DE BOI ESTÁ NA RAIZ DA SUA EXISTÊNCIA.
OBRIGADA PELA SUA VISITA! Volte sempre!
Deixe um recadinho para registrar a sua passagem por aqui.
Um abraço
Lúcia Antunes
Como vou saber da sua visita, se você não deixar um comentário? Como vou saber se o CARRO de BOI está na estrada certa, se você não me disser?
É neste papo esticado, que acontece depois dos posts, com direito a vai-e-vem de reflexões das réplicas e tréplicas, que a verdadeira magia do blog acontece: descobrimos novos pontos de vista e podemos aprimorar nossa visão do mundo.
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18 comentários:
Adorei!!!
Com estes causos a gente acaba tendo uma idéia de como era a vida dos nossos parentes no antigo Buritizinho. Obrigada!
Querida prima Lucia
Me fez lembrar minha ida a Cristópolis logo depois que me casei com a Carla em 1984. Ao chegarmos de carro passamos um dia maravilhoso no Rio de Ondas em Barreiras e seguimos para Cristópolis ao entardecer. Chegando em Cristópolis cansados daquele banho de rio, fomos dormir na casa paroquial depois de uma prosa com todos os tios e primos que ali nos recepcionaram. Mas eis que acordei na madrugada totalmente paralisado, sem conseguir mexer um lado do corpo. Carla, desesperada, acordou a tia Beth pedindo por um médico... Qual o quê, estamos em Cristópolis, o médico aqui é tia Jarde - disse para Carla. Corra lá, é logo ali em frente. E lá veio tia Jarde com toda aquela calma me examinar e logo deu o diagnóstico: torcicolo, acredite se quiser! Ela matou na mosca ao saber do banho de rio e de nossa viagem no fim da tarde (que estava bastante fresca) com o vidro do carro aberto. Pra curar, apenas Gelol!
Hahahahahahaha... morri de rir imaginando a situação!! Orgulho do meu pai, mesmo tendo medo de injeção, hahaha! Beijos, prima =)
Oi Lúcia,
Que saudades do meu pai... Como sofreu com aquele problema da coluna... Realmente minha mãe salvou muitas vidas naquela região, e eu fui testemunha disso. Por várias vezes durante a madrugada segurei a cuba enquanto ela dava pontos na cabeça de acidentados. Ainda hoje alguns vêm visitá-la e agradece-la. Mesmo sem estudar medicina ela era a médica daquela época e salvou muitas vidas. E não tinha medo, enfrentava qualquer situação...
Ela merece essa homenagem! Obrigada!
Abraços.
Ana
Esta história é muito engraçada, muito bom saber como era a vida das pessoas em Cristópolis antigamente.
Beijos
Esta é a minha intenção com os causos: tentar fazer um retrato de como viviam os nossos antepassados no antigo Buritizinho. Havia muitas dificuldades, mas também muita poesia, união e viviam de uma forma muito bonita, partilhando tudo...
Obrigada pelo seu comentário. No próximo, não se esqueça de assinar.
Beijos.
Querido primo EUGÊNIO!!!
Foi uma grande surpresa para mim saber que você também foi "paciente" da tia Jarde!!!Para os que viviam na região de Cristópolis, serem tratados por ela, era uma situação comum, pois não havia alternativa. Mas para você, residindo no Rio de Janeiro...eu nunca imaginei que tivesse o conhecimento de causa!
Fiquei imaginando o desespero da Carla, ao tomar conhecimento de que estava num lugar sem recursos na área médica... Mas pode dizer para ela que não tenha medo de voltar, porque Cristópolis evoluiu muito. Agora tem hospital, médicos, SAMU e principalmente, estradas em ótimas condições para seguir adiante se a necessidade de atendimento for mais especializada. (que Deus nos livre de precisar!)
Outra coisa: a casa que vocês ficaram foi reformada, e está com melhores condições para recebê-los.
Obrigada mais uma vez pelo seus comentários. Eles sempre acrescentam, vem de encontro ao meu objetivo de passar a história das nossas raízes, além de sempre me deixarem muito feliz por encontrá-lo aqui.
Beijos para você e para a Carla.
Você disse muito bem, LUCIANO!
"mesmo tendo medo de injeção..." porque fiquei sabendo por fonte segura que o nosso doutor ainda hoje prefere ser medicado por via oral...rss
Beijos
Querida prima ANA MARIA
Eu também testemunhei muitas ações da sua mãe. Uma que me impressionou bastante, foi a retirada de um anzol que estava preso na pálpebra de um garoto. Esta foi uma das cirurgias difícies que ela enfrentou com sucesso.
Beijos
Lúcia, foi muito engraçado o que aconteceu. Não sabia que meu pai da participação indireta de meu pai, no inicio da carreira de tia Jarde.
Beijos
ôi MAGDA!!!
Que bom encontrar você aqui no blog!
Penso que o Serapião, seu pai, além da participação direta no início da carreira da tia Jarde como enfermeira, ainda leva o mérito de ter sido um importante exemplo e incentivo para ela.
Beijão
Oi Maria Lúcia!
Que legal esta postagem! Ver a foto de Seu Lero e D.Jarde foi uma grande alegria.
Realmente minha mãe com sua coragem e bravura, incentivada pelo querido tio Monsenhor Francisco e pela necessidade do lugar, ajudou muita gente naquela região.
Sempre que vou a Cristópolis, vejo pessoas que chegam agradecendo, trazendo filhos adultos que ela ajudou quando criança.
Acho que ela tinha a inspiração divina pois mesmo sem conhecimento da medicina ela conseguiu salvar muitas vidas.
Obrigada e um abraço!
Gilce
Muito bom!!!!
Este é mais um que vou levar para os meus alunos do curso de História.
Abraços.
Adoro estes seus causos. Obrigada por nos presentear com descrições cheias de detalhes e bem-humoradas, que retratam fielmente uma época e o que era comum no interior do nosso Brasíl.
Continue, seu trabalho é muito bonito!
Beijos.
Maria Lúcia,
Como não comentar esta matéria!!!!
Realmente, foi isto o que aconteceu (me lembro como se fosse hoje...) O texto ficou muito bom... E essa seringa da D. Jarde, onde você encontrou? Acho que você já nasceu prevendo o que faria no futuro.. Sempre gostou de fotografias.Onde consegue tantas fotos?!!!! Ainda bem que vive na era da informática.
Quero dizer que admiro demais D. Jarde (minha mãe)pela sua coragem... Eu presenciei muitos atendimentos feitos por ela, de arrepiar!!! Vou contar um: O jipe do Tio Mansenhor, capotou perto de Ibotirama, e o Anias, que era o motorista, chegou cedinho com os feridos, batendo na nossa casa. Ela acordou-me para ir ajudá-la. (Logo eu que não suporto ver sangue). Fomos para o posto de saúde. Os feridos gritavam de dor, e havia muito sangue. Ela, calmamente, fez uma triagem, e começou pelo pior. Lavou, limpou, colocou a medicação e quando começou a dar os pontos, eu, que mal havia iniciado, encerrei minha missão: minha pressão caiu tanto, que tive um desmaio. Ela foi cuidar também de mim.
Esta é uma das poucas...
Em Cristópolis, e em toda a região, são poucas as pessoas que não foram "medicados" por ela. E todos ficavam satisfeitos com o resultado. Coisa de Deus!!!
Quanto à injeção que tomei pelo Dilmar, ele me deve esta...
Quando chegávamos de férias, todos nós tomávamos injeção de vitamina e remédio para vermes. Ninguém escapava...
Muito obrigada pela oportunidade de reviver situações da nossa infância, e por citar a D. Jarde, que, dentro de suas precárias condições, contribuiu, e muito pela saúde, em nossa cidade.
Dê um abração em todos.
Bjs
GILCE, JORGE, THELMA E ZILMA
Agradeço com muito carinho a visita de vocês, as palavras de incentivo e a valiosa complementação da postagem, através dos seus testemunhos.
Um abraço para cada um.
Bom dia prima!
Tudo bem graças a Deus, tenho acompanhado as postagens e achei muito interessante a forma como a Tia Jarde inspirou-se para dar início a carreira de "enfermeira".
Apliquei muitas injeções na Farmária do meu pai com este tipo de seringa confeccionada em vidro, tudo muito diferente do que é hoje, bem como as agulhas todas em aço e o estojo metálico que servia para guarda e esterilização.
Imagino como tudo era difícil na época, devido a escassez de recursos e localização geográfica.
Oportuno tambem sua prestação de serviços com as questões ambientais, não é a primeira vez que tenho a oportunidade em ler no blog citações relativas ao tema, a primeira foi o plantio de vegetação exótica em Cristópolis e agora destinação final de resíduos e formas de contribuir para redução do lixo gerado, nas grandes metrópolis é uma problemática diretamente relacionada à saude pública. Parabéns!!!
Sou Gestor Ambiental, graduado pela Universidade de Mogi das Cruzes e Pós graduado em Sistemas de Gestão Integrado da Qualidade, Meio Ambiente, Segurança e Saúde Ocupacional e Responsabilidade Social pela Faculdades SENAC.
O Blog CARRO DE BOI DA LUCIA é acima de tudo é um canal de comunicação e prestação de serviços.
Um forte abraço a todos.
Olá Primo Walter!
Obrigada pelo seu comentário, pelas suas generosas palavras.
Sou consciente da minha responsabilidade com a sustentabilidade do nosso planeta, e procuro fazer a minha parte. Pretendo aproveitar este espaço para expandir esta idéia.
Volte sempre!
Um abraço grande.
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