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Foi exímio administrador do Santuário do Senhor Bom Jesus de Matozinhos até 1942, quando saiu sua nomeação para Bispo da Diocese da Barra do Rio Grande, estado da Bahia. (Hoje, Barra – BA).
Em 15 de novembro de 1942 recebeu a Sagração Episcopal em Congonhas, sendo o primeiro bispo redentorista brasileiro.
Veio então para Barra – BA onde ficou 24 anos.
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Dom Muniz em sua
biblioteca e escritório - Barra do Rio Grande, BA, década de 1940
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A maior parte da população de sua diocese era doente e subdesenvolvida.
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Compreendeu logo que sua primeira tarefa era cuidar da saúde do povo do Vale do São Francisco, infestado pela malária, tracoma e sobretudo pela esquistossomose.
Homem eminentemente prático, com a ajuda do governo, criou “Batalhões de Voluntários” na imensa diocese para o combate dos focos de infecção daquelas doenças, fez campanhas de saúde pelas quais estimulou as autoridades e animou a opinião pública, para combater às tais endemias.
Conseguiu ajuda de institutos religiosos em pessoal, inclusive de uma congregação de “Irmãs Médicas”, norte-americanas.
O sucesso foi tamanho que o governo Federal o encarregou de organizar a “Primeira Campanha Nacional contra a Malária”, que deu origem à “Campanha contra Endemias”, depois à Campanha de Erradicação da Malária (CEM), que posteriormente passou a se chamar SUCAM.
Dom Muniz ficou conhecido como “Bispo Sanitarista”. Em uma das suas campanhas em prol da saúde pelo interior da Diocese, chegou a contrair a malária.
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Equipe de saúde que ajudou no combate às endemias na Barra
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Promoveu e participou de várias Santas Missões e Semanas ruralistas. Criou vários cursos de artesanatos.
Fundou a Congregação das “Filhas de Fátima”, com a finalidade de catequizar e ajudar nas paróquias.
Criou a Legião de Maria na diocese.
Fundou o Colégio Cristo Rei que prestou relevantes serviços à região com seu curso de contabilidade.
Promoveu o “Encontro dos Municípios”, reunindo prefeitos, secretários de Estado e Governador para debater os problemas da região.
Criou as “Semanas Ruralistas” para o desenvolvimento econômico e social da região, incentivando a agricultura.
Com o seu esforço, foram criadas em 1962, as Dioceses de Juazeiro e Bom Jesus da Lapa , desmembradas do imenso território da Diocese de Barra.
Durante o seu tempo, foi dado início ao processo de criação da Diocese de Barreiras. Como estava com a saúde fragilizada na época, delegou a função de articulador junto à Santa Sé e precursor junto ao povo, ao Vigário Geral da Diocese, Mons. Francisco Waldemar Antunes.
Por onde exerceu o seu sacerdócio, a Evangelização e a promoção humana caminharam juntas.
Em 1966, quando a saúde não lhe permitiu mais trabalhar, pediu sua renúncia ao Papa Paulo VI.
Um abraço a todos
Lucia Antunes.
Anotações do Pe. Boaventura Leite CSs. R







11 comentários:
Biografia muito bem feita. Dom Muniz faz parte da história não só da Barra como de sertão da Bahia.
Maravilha! !!! Parabens Parabéns! !!!!!!!!
Que maravilha ver tanta coisa boa que D.João Muniz fez em sua Diocese, a Barra teve sorte de ter um Bispo como ele.Eu corria quando estava de roupa sem mangas, ele falava que bolero em cima de vestido era tapiação, kkkk com todo os seu rigor eu o admirava muito e gostava muito dele.
Tenho muitas histórias desse tipo, Lena Pedrosa Vianna. Moramos no Palácio por seis meses, enquanto esperávamos o Pe. Edilson desocupar a casa Paroquial. Eu tinha um vestido branco com mangas de renda sem forro. Dom Muniz me deu um pedaço de batina preta e disse: "leve para a sua Mãe colocar manga no seu vestido! É de criança que se deve aprender a se vestir com decência!" A minha Mãe quase morre de tanta vergonha. Naquele dia ela nem queria vir almoçar na mesa com receio de ter que falar sobre o assunto. Nunca mais ela deixou-me vestir o vestido! E eu tinha apenas 5 anos...
Assim mesmo, a gente corria pra dar a benção quando estava com roupa descente.kkkk
Muita gente ajoelhava para pedir-lhe a benção
Ajoelhava e beijava a pedra do anel.
Lembro-me bem disso ! Ajoelhavam, no meio da rua, beijavam-lhe o anel, e recebiam a benção de um bispo sempre sorridente e bonachão !
Concordo com você, Claudia Veiga. O seu trabalho de combate às endemias extrapolou a sua diocese para beneficiar todo o Brasil.
Obrigada, Maria Das Merces Sales Pereira. Um abraço.
Verdade, Péricles Luiz Cunha. Dom Muniz tinha fama de durão, mas era um homem educado, cortês e sorridente.
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